Os 5 essenciais: métodos que todo saxofonista deve conhecer

METODOS

 

 

O essencial na Pedagogia do Saxofone

Análise dos 5 Métodos Essenciais e Suas Ramificações Contemporâneas

Por Otávio DelleVedove – contato@saxpro.com.br

Introdução: A Arquitetura do Ensino do Saxofone

A pedagogia do saxofone, desenvolveu-se tardiamente em comparação com a tradição secular das cordas e teclados. No entanto, em pouco mais de um século e meio, estabeleceu-se um cânone pedagógico robusto, caracterizado por uma tensão dialética entre escolas nacionais distintas e filosofias de ensino divergentes. A seleção de “5 métodos essenciais” não constitui apenas uma lista bibliográfica funcional: representa a cristalização de metodologias que moldaram a fisiologia, a técnica e a estética do saxofonista moderno.

O portal SAXPRO se debruça numa análise exaustiva e crítica das cinco obras fundamentais que estruturam o ensino do saxofone no Brasil e no mundo. A análise transcende a descrição superficial do conteúdo, adentrando na engenharia pedagógica, no contexto histórico de produção, nas limitações ergonômicas e nas adaptações contemporâneas necessárias para a formação do músico do século XXI.

O escopo desta investigação abrange:

  1. O Paradigma Nacional: Método Completo para Saxofone de Amadeu Russo.
  2. O Compêndio Global: Universal Method for Saxophone de Paul de Ville.
  3. O Mecanismo Francês: Méthode Complète (e os 25 Daily Exercises) de Hyacinthe Klosé.
  4. A Escola do Fraseado: 48 Études de Franz Wilhelm Ferling.
  5. O Progressismo Estruturado: A Série Rubank (Elementary, Intermediate, Advanced).

Adicionalmente, o relatório integra uma análise transversal de obras complementares vitais, como os tratados fisiológicos de Larry Teal, a escola de altíssimo de Sigurd Rascher, e a metodologia de improvisação de Jamey Aebersold e John O’Neill, preenchendo as lacunas deixadas pelos métodos tradicionais.


1. O Paradigma Nacional: Amadeu Russo e a Identidade do Saxofonista Brasileiro

1.1 Gênese e Hegemonia Cultural

No cenário brasileiro, a obra de Amadeu Russo, Método Completo para Saxofone, publicada historicamente pelas editoras Irmãos Vitale e Ricordi [1, 2], ocupa uma posição de hegemonia incontestável há mais de meio século. A sua onipresença nas bandas de música, conservatórios municipais e estantes de músicos amadores conferiu-lhe o estatuto de “Bíblia” do saxofone no Brasil [3, 4].

A longevidade do método Russo não é acidental, mas fruto de um contexto socioeconômico específico. Durante grande parte do século XX, a importação de métodos europeus (como os de Marcel Mule ou Jean-Marie Londeix) era logisticamente complexa e financeiramente proibitiva para a maioria dos estudantes brasileiros. O método de Russo, com sua abordagem enciclopédica — condensando teoria musical, tabelas de digitação, exercícios mecânicos e duetos em um único volume acessível — preencheu um vácuo pedagógico crucial.

1.2 Análise Pedagógica e Crítica Estrutural

Apesar de sua veneração, uma análise pedagógica moderna revela que o método Russo possui idiossincrasias que exigem mediação cuidadosa por parte do instrutor.

1.2.1 A Curva de Aprendizado e a “Seleção Natural”

Uma das críticas mais recorrentes, corroborada por dissertações acadêmicas e análises de professores contemporâneos, é a curva de aprendizado abrupta imposta pelo método [5, 6]. Diferente de metodologias anglo-saxônicas que adotam uma progressão espiral e gradual (introduzindo dificuldades técnicas passo a passo), o método Russo frequentemente apresenta saltos de complexidade técnica e teórica.

  • Impacto no Aluno: O estudante é rapidamente confrontado com registros extremos e armaduras de clave complexas sem uma preparação fisiológica ou teórica exaustiva prévia. Historicamente, isso gerou um sistema de “seleção natural”: o aluno que sobrevivia ao rigor inicial do Russo desenvolvia uma mecânica formidável, mas muitos desistiam devido à frustração precoce e à falta de gratificação musical imediata.

1.2.2 Deficiências Ergonômicas e Atualização Técnica

O método foi concebido numa época em que a mecânica do saxofone e a compreensão da fisiologia da performance eram distintas das atuais.

  • Tabelas de Digitação Obsoletas: As edições clássicas do método apresentam tabelas de digitação que não correspondem plenamente aos saxofones modernos (Selmer Mark VI e posteriores), ignorando chaves auxiliares e digitações de afinação que são padrão hoje [7, 8]. Isso obriga o professor a intervir constantemente para corrigir posições de dedos que, se aprendidas conforme o livro, resultariam em afinação precária ou dificuldades técnicas em passagens rápidas.
  • Respiração e Fraseado: A notação de respiração nos exercícios é frequentemente criticada por ser antimusical, interrompendo frases de maneira ilógica ou induzindo uma respiração ofegante [9]. A pedagogia moderna, influenciada por Larry Teal e a escola francesa, prioriza a respiração como elemento de fraseado, algo que o “mecanicismo” do Russo por vezes negligencia.

1.2.3 O Legado no Choro e a Técnica de Dedos

Paradoxalmente, as “falhas” do método tornaram-se virtudes para gêneros específicos. A ênfase exaustiva em escalas diatônicas, arpejos e intervalos de terças, praticados de forma repetitiva e mecânica, fornece exatamente o tipo de destreza digital necessária para a execução do Choro. O chorão precisa de uma facilidade técnica para navegar por modulações rápidas e arpejos descendentes velozes, habilidades que o “treino de força” do Russo desenvolve com eficácia brutal.

1.3 A Alternativa Moderna: Almeida Dias

Em resposta às críticas pedagógicas sobre a didática do Russo, surgiu no mercado nacional o método de Almeida Dias [10, 11, 12].

  • Diferenciação: Este método posiciona-se como uma evolução pedagógica, incorporando uma linguagem visual mais clara, uma progressão didática mais suave (inspirada no modelo Rubank) e uma separação mais lógica entre o desenvolvimento teórico e a prática instrumental.
  • Recepção: Enquanto o Russo permanece o favorito dos tradicionalistas e daqueles que buscam “calejar” os dedos, o Almeida Dias tem ganhado espaço no ensino de iniciantes, especialmente crianças e autodidatas, por oferecer uma barreira de entrada menor e uma taxa de retenção de alunos superior.

2. O Compêndio Global: Paul de Ville e o “Universal Method”

2.1 O “Universal Method for Saxophone”: A Bíblia Esquecida

Enquanto o Brasil venerava Russo, o mundo anglo-saxão (e grande parte da Europa) adotava o Universal Method for Saxophone de Paul de Ville (publicado pela Carl Fischer em 1908) como a referência suprema [13, 14, 15]. Frequentemente descrito em fóruns e por historiadores do instrumento como “a coisa mais próxima de uma Bíblia do saxofone”, esta obra maciça de mais de 300 páginas é um compêndio que tenta abranger tudo.

2.2 Estrutura Enciclopédica

Ao contrário de métodos focados exclusivamente em mecanismo (Klosé) ou fraseado (Ferling), o Universal Method é uma antologia. Ele compila exercícios de diversos compositores e pedagogos, criando um recurso “tudo-em-um”.

  • Conteúdo Diversificado: O livro inclui desde os rudimentos básicos até estudos técnicos avançados, árias de ópera, duetos, solos de concerto e exercícios de articulação complexos. Inclui obras de compositores como Schubert, Brahms e Donizetti adaptadas para o saxofone [15].
  • Valor Econômico e Acessibilidade: Por ter entrado em domínio público [16, 17], o Universal Method tornou-se extremamente acessível (disponível gratuitamente em PDF ou em edições baratas), o que reforçou sua posição como material de referência obrigatório. É o livro que “se você tiver apenas um, que seja este”.

2.3 Análise Crítica: Quantidade vs. Qualidade Pedagógica

Apesar de seu volume impressionante, o método de De Ville sofre de problemas de coesão.

  • Falta de Progressão Linear: Por ser uma compilação, a dificuldade dos exercícios oscila. O aluno pode encontrar um estudo técnico virtuoso seguido de uma canção folclórica simples, exigindo a orientação de um professor para navegar pelo livro de forma lógica.
  • A “Cozinha” de Exercícios: O livro brilha como uma fonte inesgotável de material para leitura à primeira vista (sight-reading) e manutenção técnica. No entanto, diferentemente do Rubank, ele não “ensina” o aluno; ele “testa” o aluno. É um repositório de desafios, não necessariamente um guia passo-a-passo.
  • Comparação com Russo: O Universal Method é para o mundo o que o Russo é para o Brasil: uma obra antiga, massiva, por vezes desorganizada, mas indiscutivelmente fundamental para a formação da resistência e do repertório base do saxofonista clássico do início do século XX.

3. O Mecanismo Francês: Hyacinthe Klosé e a Disciplina Digital

3.1 O Legado do Conservatório e o Sistema Boehm

Hyacinthe Klosé (1808-1880) não foi apenas um pedagogo; foi um inovador tecnológico fundamental, responsável pela adaptação do sistema de anéis móveis de Theobald Boehm para a clarineta e, por extensão, influenciando a técnica das madeiras modernas. Seu Méthode Complète pour tous les Saxophones [2, 18] foi uma das primeiras tentativas de legitimar academicamente o saxofone no Conservatório de Paris.

3.2 Os “25 Exercícios Diários” (25 Daily Exercises)

Dentro do vasto corpus de Klosé, os 25 Exercícios Diários [19, 20] isolaram-se como uma obra litúrgica para saxofonistas de todas as vertentes, do clássico ao jazz.

  • Objetivo Fisiológico: O foco destes estudos é a homogeneidade absoluta. Klosé busca eliminar as desigualdades naturais entre os dedos “fortes” (indicador, médio) e “fracos” (anelar, mínimo), bem como as diferenças de timbre entre os registros grave, médio e agudo.
  • A “Mecânica da Alma”: Críticos apontam frequentemente a “secura” musical destes estudos [21]. Eles são descritos como harmonicalmente estéreis, focados majoritariamente na tonalidade de Dó maior e suas vizinhas, e carentes de estrutura frasal melódica. No entanto, essa “aridez” é intencional. Klosé não está ensinando música; está ensinando mecanismo.

3.3 A Controvérsia da Respiração e Musicalidade

Uma crítica pedagógica severa ao Klosé, especificamente na sua aplicação ao saxofone (em contraste com o método de clarineta), é a ausência de pontos de respiração lógica [21].

  • O Dilema do Aluno: Os exercícios são fluxos contínuos de semicolcheias. Sem pausas indicadas, o aluno é forçado a respirar onde for possível, muitas vezes quebrando o fluxo rítmico ou a tensão harmônica (mesmo que mínima).
  • Defesa Pedagógica: Defensores argumentam que isso força o desenvolvimento de uma capacidade pulmonar extrema e controle do diafragma. No entanto, educadores modernos sugerem editar ou marcar respirações para evitar a criação de tensão desnecessária.

3.4 Klosé e o Jazz: A Conexão Inesperada

Por que saxofonistas de Jazz como Michael Brecker estudavam Klosé? [22] A resposta reside na neutralidade harmônica.

  • Técnica Pura: Como os exercícios de Klosé não são excessivamente melódicos, eles funcionam como “tábuas rasas” para a técnica. O improvisador de jazz precisa que seus dedos obedeçam a comandos instantâneos, muitas vezes em padrões cromáticos ou intervalares que não seguem uma melodia cantabile. O Klosé oferece o condicionamento atlético necessário para que a técnica não seja um obstáculo à imaginação improvisadora.

4. A Escola do Fraseado: Wilhelm Ferling e a Maturidade Artística

4.1 Transposição e Apropriação: Do Oboé ao Saxofone

Os 48 Études, Op. 31 de Franz Wilhelm Ferling, originalmente compostos para oboé, representam o pilar artístico da pedagogia do saxofone [23, 24]. A sua adoção deve-se à tessitura similar entre os instrumentos e à escassez inicial de repertório romântico de alta qualidade para saxofone.

4.2 A Edição Definitiva: A Contribuição de Marcel Mule

Embora a obra de Ferling seja de domínio público, a edição revisada e ampliada pelo mestre francês Marcel Mule (Editora Alphonse Leduc) é considerada a versão “standard” para saxofonistas [25, 26, 27, 28].

  • O Problema das Tonalidades: O original de Ferling não cobria todas as tonalidades enarmônicas (ex: Dó bemol Maior, Lá sustenido Menor).
  • A Solução de Mule: Marcel Mule compôs 12 estudos adicionais, emulando perfeitamente o estilo de Ferling, para cobrir essas lacunas tonais. Isso transformou o livro em um ciclo completo de 60 exercícios que varrem todo o espectro tonal, garantindo que o saxofonista moderno não tenha “pontos cegos” técnicos em tonalidades remotas.

4.3 Estrutura Binária: Lento e Rápido

A genialidade pedagógica de Ferling reside na alternância rigorosa de seus estudos:

  1. Estudos Ímpares (Lentos/Melódicos): Focados no bel canto, na expressividade, no controle de vibrato e na condução de frases. Estes são considerados os testes definitivos de maturidade musical [23]. Eles expõem impiedosamente qualquer falha na estabilidade da embocadura ou na afinação.
  2. Estudos Pares (Rápidos/Técnicos): Focados em articulação (staccato), precisão rítmica e virtuosismo estilístico (estilo clássico/romântico).

4.4 Valor Pedagógico Contemporâneo

Hoje, os estudos de Ferling são onipresentes em audições universitárias e concursos. Diferente de Klosé ou Russo, que testam a mecânica, Ferling testa a arte.

  • Análise Harmônica na Performance: Estudar Ferling exige que o aluno identifique tensões harmônicas (acordes diminutos, dominantes secundárias) na linha melódica e as realce através da dinâmica e do rubato. É a ponte entre ser um instrumentista e ser um músico.

5. O Progressismo Estruturado: A Série Rubank

5.1 A Filosofia da Banda Escolar Americana

A série Rubank (Elementary, Intermediate, Advanced Vol. 1 & 2) representa uma filosofia educacional distinta, nascida do movimento de bandas escolares nos Estados Unidos [29, 30]. O objetivo não é a formação do solista virtuoso isolado, mas a educação musical consistente e segura de estudantes em massa.

5.2 A Didática da Espiral e a Gestão da Frustração

O diferencial do Rubank é sua estrutura psicológica.

  • Progressão Mensurável: O método evita os saltos abruptos de dificuldade comuns no Russo. Cada nova nota, ritmo ou conceito teórico é introduzido isoladamente e imediatamente aplicado em exercícios curtos e melodias agradáveis. Isso gera um ciclo de feedback positivo constante.
  • Duetos e Socialização Musical: A inclusão massiva de duetos desde o nível elementar é uma ferramenta pedagógica poderosa [30]. Ensina afinação relativa, independência rítmica e contraponto de forma lúdica. Para o professor, permite tocar com o aluno, modelando o som e o estilo em tempo real.

5.3 O “Rubank Advanced”: Respeito Profissional

Enquanto os volumes iniciais são básicos, o Rubank Advanced Method (Vol 1) é amplamente respeitado e utilizado até em níveis universitários para revisão de fundamentos [31].

  • Conteúdo: Oferece uma abordagem sistemática de escalas, arpejos e, crucialmente, exercícios de articulação e ornamentação que são explicados com uma clareza que falta em métodos mais antigos como o Universal ou o Russo. É o método ideal para “limpar” a técnica de alunos que aprenderam de forma desordenada.

6. Além das Notas: Fisiologia, Altíssimos e Jazz (A Integração Necessária)

Para compor um currículo verdadeiramente “essencial”, a lista de cinco métodos deve ser suplementada por obras que abordam áreas negligenciadas pelos métodos do século XIX e início do XX.

6.1 A Ciência do Som: Larry Teal

The Art of Saxophone Playing de Larry Teal [32, 33, 34] não é um método de partituras, mas um tratado. Teal trouxe a ciência para o ensino do saxofone.

  • Contribuição Única: Ele dissecou a embocadura (“wheel spokes”), a posição da língua (“voicing”) e o vibrato (oscilação da mandíbula) com precisão anatômica. Enquanto Russo diz “toque esta nota”, Teal explica como seu corpo deve funcionar para produzir a nota com qualidade. É o manual de engenharia que deve acompanhar os manuais de operação.

6.2 O Registro Altíssimo: Sigurd Rascher

Os métodos tradicionais limitam-se ao registro normal do saxofone (até o Fá agudo). Sigurd Rascher, com sua obra Top Tones for Saxophone [3, 23], expandiu o instrumento para 4 oitavas.

  • A Abordagem dos Harmônicos: Rascher ensina que o controle do registro superagudo (altíssimo) começa com o estudo dos harmônicos (overtones) no registro grave. Seu livro é essencial para qualquer saxofonista avançado que deseje dominar o repertório contemporâneo.

6.3 A Linguagem da Improvisação: O Elemento Jazz

Dado que o saxofone é o ícone do Jazz, a formação clássica pura é incompleta.

  • Jamey Aebersold: A série Play-A-Long (especialmente Vol. 1 e Vol. 54) democratizou o ensino da improvisação, fornecendo acompanhamento rítmico profissional para o estudo de escalas e acordes [35, 36].
  • John O’Neill: O Jazz Method for Saxophone [37, 38] é citado como a melhor integração pedagógica, ensinando a técnica do instrumento através do repertório de jazz, ao contrário de Aebersold que foca na teoria aplicada.
  • Charlie Parker Omnibook: Citado nos snippets como fundamental [35, 39], este livro de transcrições não é um “método” no sentido estrito, mas funciona como tal para o aprendizado do vocabulário do Bebop.

7. Análise Comparativa de Dados Pedagógicos

CaracterísticaAmadeu RussoH. KloséUniversal Method (De Ville)W. Ferling (Mule)Rubank Series
Origem / EscolaBrasil / ItalianaFrança (Conservatório)Anglo-AmericanaAlemanha / FrançaEUA (Bandas Escolares)
Foco PrincipalResistência e EscalasMecanismo e HomogeneidadeCompêndio GeralFraseado e EstiloProgressão Didática
Curva de AprendizadoÍngreme / AbruptaModerada a DifícilVariável (Desorganizada)Difícil (Requer base)Suave / Espiral
MusicalidadeBaixa (Mecânica)Baixa (Técnica Pura)Média (Árias inclusas)Alta (Expressiva)Média (Melodias Folk)
Pontos FortesVolume de escalas; Tradição nacional.Independência dos dedos; Igualdade.Quantidade de material; Custo (Domínio Público).Lirismo; Controle de tom; Audições.Duetos; Organização; Motivação.
Pontos FracosErgonomia datada; Digitação antiga.Monotonia tonal (Dó Maior); Falta de respiração.Falta de coesão progressiva.Dificuldade técnica elevada.Repertório simplista (nos níveis iniciais).
Uso IdealIntermediário (Bandas/Choro)Técnico Avançado“Bíblia” de ReferênciaArtístico AvançadoIniciante a Intermediário

8. Conclusão e Recomendação Curricular Integrada

A análise detalhada dos 5 Métodos Essenciais revela que nenhum livro isolado é suficiente para formar um saxofonista completo no século XXI. A “Bíblia” única é um mito; a excelência reside na integração curricular.

Para o estudante ou educador brasileiro, recomenda-se uma abordagem híbrida que honre a tradição nacional enquanto incorpora o rigor técnico francês e a didática norte-americana:

  1. Fundação Técnica (O “Grosso”): Utilizar o Amadeu Russo (ou sua alternativa moderna Almeida Dias) para o desenvolvimento robusto de escalas e resistência muscular, vital para a identidade sonora brasileira.
  2. Refinamento Mecânico: Suplementar com os 25 Exercícios Diários de Klosé para equalizar a técnica dos dedos e corrigir desigualdades de timbre.
  3. Desenvolvimento Artístico: Introduzir os Estudos de Ferling assim que o aluno tiver controle técnico suficiente, utilizando-os para ensinar fraseado, vibrato e interpretação.
  4. Educação Continuada e Consulta: Manter o Universal Method (De Ville) e o The Art of Saxophone Playing (Teal) como referências constantes para leitura à primeira vista, duetos recreativos e correção de vícios fisiológicos.
  5. Progressão Segura: Para iniciantes absolutos, a série Rubank continua sendo a porta de entrada mais segura e psicologicamente saudável antes de transitar para os métodos mais rigorosos listados acima.

Esta constelação metodológica garante que o saxofonista não seja apenas um executor de notas, mas um músico dotado de técnica, expressividade e inteligência musical.

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